Arquivo da Categoria ‘Mídias Sociais’

Mídias Sociais e Comércio Eletrônico: O papel das massas

18-12-2009

Essa semana, lemos um artigo muito legal no E-commerce Times que fala basicamente da “voz das massas” no momento atual da internet. Vamos utilizar um pouco de sua abordagem para desenvolver uma linha de raciocínio sobre a importância da “voz do povo” no sucesso de uma loja virtual (ou física).

Imagine o começo da web no Brasil. Mais ou menos no final da década de 90, com a popularização cada vez maior dos celulares da própria internet, as empresas passaram a explorar novos canais de relacionamento com os seus clientes, que somaram à velha correspondência e telefone (0800) as mensagens de texto, e-mail e chat on line. A agilidade dos retornos, possibilidade de comunicação direta (empresa > consumidor) e a economia dos atendimentos, em termos financeiros, tornaram estes canais não apenas acessórios, mas necessários.

Embora se achasse que o “ápice” da modernidade em atendimento ao cliente tivesse sido atingido, poucos esperavam pela revolução causada pelas mídias sociais no mercado mundial. Inevitavelmente, elas ditaram e vem ditando aos comerciantes e empresas novas regras para abordagem e acesso aos seus consumidores, e o que é melhor, permitiram também que estes tivessem ainda mais voz, e o mais interessante, voz pública. O relacionamento cliente-marca agora é totalmente público e aberto, permitindo aos novos consumidores explorar opiniões e experiências de antigos clientes e basear suas decisões de compra não apenas no instinto e promessas da empresa, mas no clamor popular. Conforme cita Mark Angel, “as empresas não possuem mais o total controle sobre suas marcas”.

Hoje em dia não é mais possível desassociar uma boa estratégia de marketing de uma análise cuidadosa dos assuntos populares e interesses das massas presentes nas mídias sociais. E, claro, não é mais possível ocultar certas falhas, uma vez que a “voz” fala, e alto. Mas, para uma entrada e abordagens corretas, o empresário precisa analisar vários fatores relacionados ao seu próprio negócio, como seus tipos de produtos ou serviços e como o consumidor poderá necessitar da atenção da empresa (muito, pouco, nada…). Para isso, são necessários profundos estudos visando responder uma única questão: o que a minha marca promete e o que eu realmente posso oferecer?

Monitorar o papel das massas e estratégias sociais para o branding

O monitoramento dos canais de relacionamento da empresa deve ser uma prioridade para compreender os reais sentimentos do consumidor. Isso inclui não apenas ouvir suas reclamações e elogios e guardar para si, mas utilizá-las para direcionar seus produtos, serviços e canais de feedback para aquilo que os clientes possam estar necessitando. Pode ser difícil, mas acertar nesses pontos é uma receita certa de sucesso :) Cada empresa possui metas, prioridades e público distintos, e certos níveis de relacionamento podem variar imensamente de uma para a outra. Enquanto algumas empresas oferecem produtos que necessitam de suporte 24h, outras podem vender produtos que não necessitem de maiores explicações da empresa para o uso.

“E qual a melhor forma de definir o que é correto para mim?” Não há outro jeito senão aquele usado em outras campanhas de marketing e relacionamento tradicionais: experimentar e ajustar!

Se a sua loja virtual ainda não possui um canal de relacionamento social, você pode estar perdendo ótimas chances para a sua empresa. Entretanto, antes de criar qualquer conta e veicular qualquer promoção ou novidade, pense e repense se suas práticas estão coerentes com o que você pode oferecer, se o retorno desejado possui possibilidades reais e se suas estratégias condizem com as suas políticas. Nós, como consumidores que somos, agradeceremos os seus esforços e o brindaremos com nossa fidelidade e satisfação! :)

Até o próximo post!

Nove diretrizes da web 2.0 para um e-commerce de sucesso

23-11-2009

A especialista Linda Bustos, do E-Commerce Times, publicou um artigo com 9 dicas sensacionais para o sucesso de um negócio virtual envolvendo quem? Elas mesmas, as mídias sociais.

Segundo Linda, a manutenção de iniciativas sociais, agora que a web está se tornando cada vez mais social, está abrindo o foco do mercado cada vez mais para táticas inovadoras de abordagem de modo a aumentar o ROI das empresas. Mas isso todos já estamos cansados de saber, não é? ;-)

Então vamos direto ao ponto, e acompanhar as dicas da especialista para uma participação efetiva das lojas virtuais nos meios digitais e sociais!

1. Opinião do consumidor.

Segundo o site Shop.org, impressionantes 96% dos lojistas virtuais consideram de grande importância a opinião dos seus consumidores. Elas levam a pistas sobre seus interesses e ajudam a planejar estratégias de posicionamento e abordagem. Então, você deve saber que incluir pequenos espaços para a voz do consumidor deve ser uma prioridade.

2. Widgets do seu site.

Forneça widgets com os seus produtos em promoção para serem veiculados livremente em sites e blogs. Uma interface bem cuidada certamente chamará a atenção de um visitante que poderá necessitar do seu produto. Se possível, estude alguma forma de compensação para incentivar a inclusão do widget nos sites dos interessados em divulgá-lo. É simpático, sociável e traz retorno.

Quadro de compras do UOL Shopping. Não é bem um widget, mas é um bom exemplo do que é possível fazer.

Quadro de compras do UOL Shopping. Não é bem um widget, mas é um bom exemplo do que é possível fazer.

3. Perguntas e respostas.

Seções de perguntas e respostas confortam o consumidor indeciso, e fornecem a ele as informações necessárias para que ele clique no botão “comprar”.

4. Canal de atendimento via Twitter.

Hoje em dia, o chat ao vivo (que, por descuido ou desinteresse, em muitos sites simplesmente não funciona!) foi substituído pelo Twitter. Além do mais, é o canal mais rápido atualmente para divulgação de pequenas promoções e novidades. Não subestime o poder do passarinho! :D

5. Incentivar cross-sell a partir da sugestão de outros consumidores.

O que seria isso? Nada mais do que estudar formas de implementar vendas cruzadas geradas pelo próprio usuário do seu site.

A iTunes Store é um exemplo de sucesso. Enquanto os usuários enviam suas sugestões de playlists, outros usuários podem identificar uma canção de interesse e automaticamente encontrar outra(s) interessantes para ele naquela mesma lista de músicas. Concordamos aqui que isso incentiva as vendas :)

6. Páginas no Facebook.

Enquanto uma empresa ainda não pode se associar ao Facebook com um perfil, é muito fácil implantar uma página. Além do mais, os recursos que o Facebook disponibiliza, como compartilhamento de conteúdo, convidar usuários e gerar uma verdadeira rede de comunicação, tornam o site ideal para divulgação de produtos e serviços. E o melhor, é grátis! :)

7. Navegação simultânea ou Co-Browsing.

Essa modalidade de comércio é relativamente nova e pouco praticada, pelo menos por enquanto, no Brasil. Consiste em convidar amigos e parceiros para navegar juntos por um site e realizar compras simultâneas. Alguns sites americanos, como o ShopTogether, integraram seus sites com o Twitter e permitem o envio de mensagens automáticas de convites, onde uma pessoa pode chamar um amigo para visitar o site e fazerem compras juntos. Bater perna com a melhor amiga no shopping é coisa do passado! ;-)

8. Blog da Loja.

Um blog pode ser a expressão máxima da comunicação na era 2.0. Lá, é possível aumentar a relevância de um negócio ao divulgar promoções, novidades, atualizações e disponibilizar um sistema de comentários para que os consumidores tenham voz ativa.

9. Vídeos.

Vídeos demonstrativos de produtos podem aumentar a satisfação do usuário e diminuir as devoluções de produtos, uma vez que eles poderão ver como funciona o produto no qual estão interessados e poderão deduzir se é disso mesmo que precisam.

Um grande abraço e até a próxima :)

Ford gasta 25% de sua receita de marketing em mídias digitais e redes sociais

10-11-2009

No dia 16 de outubro a Business Week publicou um artigo interessante sobre as abordagens digitais da Ford Motor Co.: estima-se que cerca de 25% dos gastos com marketing da empresa são direcionados especialmente ao marketing digital e ao trabalho com mídias sociais.

De acordo com o autor da reportagem, David Kiley, estima-se que as empresas automobilísticas tenham destinado este ano 9% de sua verba em publicidade para os meios digitais, sendo a estimativa de crescimento desse percentual para 12% até 2012, quando as empresas passarão a abraçar cada vez mais a causa dos sites de relacionamento, games e anúncios e vídeos feitos especialmente para o Youtube e outros sites.

Segundo a reportagem, as intenções da Ford são as de “bater” a concorrência através de uma reinvenção da marca, onde a abordagem principal é não apenas a empresa divulgar suas mudanças, mas fazer com que as pessoas repassem isto umas as outras. E todos sabemos hoje em dia quais são as melhores formas de fazer isto.

A reportagem destaca que um grande exemplo de campanha digital da Ford é o lançamento da campanha Fiesta Movement, iniciada em 2008 (1 ano e meio antes do lançamento oficial do veículo). A Ford Europa deu 100 automóveis  para pessoas “dirigirem e viverem”. A abordagem inovadora trouxe resultados inacreditáveis para a empresa e uma incrível movimentação social em torno do processo de seleção dos 100 felizardos, que criaram vídeos e diversos outros tipos de interação com a empresa visando ser um destes selecionados.

A Ford divulga que os resultados da campanha são de cerca de 11 milhões de impressões em redes sociais, 5 milhões de adesões em redes sociais mantidas pela empresa (compartilhamento), 11 mil vídeos postados pelos usuários, 15 mil tweets (sem contar retweets) e 13 mil fotos. Os carros foram dirigidos por cerca de um milhão de milhas reais pelos cem escolhidos.

O término da campanha ocorre este mês, quando a empresa começará sua abordagem de pré-lançamento e iniciará suas campanhas de divulgação propriamente ditas, que incluirão comerciais de TV, mídia impressa, etc.

Como vimos acima, os meios digitais e interações sociais têm permitido às corporações inovar suas estratégias e cada vez mais se aproximarem do público-alvo, sendo este cada vez mais seduzido por esta aproximação e humanização. Os novos meios de comunicação funcionam hoje em dia como um “ar fresco” para as empresas que buscam se reerguer ou se fixar no mercado. Cada vez mais têm-se buscado conhecer seu público e seus desejos e anseios, coisa tentada há décadas, mas as mídias digitais permitiram a livre expressão das pessoas e a exploração deste aspecto respondeu às dúvidas das empresas. Campanhas na televisão, por exemplo, antes primordiais, agora são apenas mais um “acessório” dentre todas as possibilidades que uma companhia tem de espalhar seus produtos, intenções e serviços mundo afora.

Não é maravilhoso? :)

Grande abraço e até o próximo post!

E as mídias sociais, ano que vem?

09-11-2009

Em 2010 teremos eleições, e poderemos esperar uma movimentação ainda mais intensa das redes sociais por conta disso ano que vem. E você já parou para se perguntar o que irá mudar e o que será tendência em 2010?

O crescimento exponencial das mídias sociais em 2009 permite aos especialistas fazer previsões animadoras para o setor. Sozinho, o Twitter recebeu 7 milhões de visitantes únicos só nos EUA em fevereiro deste ano, com um crescimento de audiência de 1,3%, sendo o tempo médio de permanência do usuário no site de cerca de 6 minutos. Ou seja, as pessoas estão usando, muito bem e cada vez mais.

Com o Facebook ganhando cada vez mais espaço, o MySpace agonizando e a remodelação do Orkut, o panorama para o ano que vem é, ao mesmo tempo, inesperado e empolgante.

O consultor em mídias digitais para negócios David Armano, do site Dachis Group, aponta seis tendências para as redes sociais ano que vem, e comenta que as mídias ficarão cada vez mais “móveis, populares e exclusivas”. Veja a seguir seus palpites:

1. Mídias sociais começarão a parecer cada vez menos sociais.

A popularidade dos grupos, listas e nichos tornarão as redes mais “exclusivas”. Por exemplo, nas novas listas do Twitter, não são todos os que podem entrar por vontade própria, e o próprio crescimento acelerado das redes fará com que muitos usuários tendam a excluir ou ocultar determinados comportamentos ou “colegas” mais ativos. Segundo Armano, isso não é se tornar “menos social” e sim filtrar assuntos mais relevantes e descartar informações pouco importantes.

2. Empresas e corporações buscarão expandir sua presença.

As empresas cada vez mais buscarão contratar pessoal para cuidar de seus canais de relacionamento nas redes sociais. Isso indica a conscientização das empresas sobre a importância deste ramo de marketing digital.

3. Mídias sociais serão uma “brincadeira séria”.

A relevância das mídias e sua participação nos planos de marketing das empresas as levarão a bolar meios de “recompensar” usuários participativos, por exemplo a partir de promoções exclusivas em seus canais sociais.

4. Surgimento de políticas de redes sociais nas empresas.

Como todo crescimento origina regras e controle, as empresas passarão a adotar políticas exclusivas para as mídias sociais, refletindo também o seu sério compromisso para com elas e seus participantes.

5. Mobilidade.

O crescimento acelerado trouxe também a proibição das mídias sociais em boa parte das empresas; a saída será o uso cada vez maior de smartphones e celulares como meios alternativos de acesso a elas.

6. Uso das mídias como canal de compartilhamento, em substituição ao e-mail.

A aplicação para iPhone do New York Times recentemente incluiu uma opção onde o usuário pode facilmente compartilhar artigos do site em diversas redes sociais, como o Twitter e Facebook. Embora diversos sites já utilizem plataformas similares (nosso blog, por exemplo :) ), a tendência para 2010 é de que cada empresa busque criar suas próprias formas de compartilhamento de conteúdo e informação, e isso se tornará quase obrigatório a partir do ano que vem.

Embora estas tendências sejam as principais, existem muitas outras a surgir com o passar do tempo. Afinal, nunca se sabe quando pode surgir um novo canal, não é verdade?

Um grande abraço e até a próxima!

Manual do Twitter para Empresas

29-10-2009

Em um post anterior comentamos sobre a importância das mídias sociais na divulgação de uma empresa e na construção de sua marca. Hoje, vamos falar um pouco mais sobre o Twitter, um serviço que deixa a maioria das pessoas espantada com sua popularidade tão vertiginosa.

Em primeiro lugar, o que é o Twitter? Criado em agosto de 2006 por Biz Stone, Jack Dorsey e Evan Williams, trata-se de um projeto pessoal de Dorsey, que sonhava há muito tempo com a criação de uma ferramenta que permitisse a comunicação em tempo real mesclada com um site de relacionamentos. Dorsey uniu-se a Biz Stone, especialista em mídias sociais e Williams, um dos criadores do Blogger e posterior funcionário do Google. O Twitter pode ser definido com um microblog onde as pessoas podem acompanhar de perto o que as outras estão fazendo/dizendo. O limite de postagem do Twitter é de 140 caracteres, devido à limitação dos mesmos para mensagens SMS (160; os outros 20 corresponderiam ao nome do usuário). Talvez a limitação de caracteres seja uma das razões do grande sucesso do Twitter, uma vez que na web poucos tem paciência de ler longos textos e também escrevê-los (espero que ainda estejam nos lendo ;) ).

Antes limitado a alguns grupos, como profissionais web, analistas sociais e correlatos, o Twitter caiu nas graças das celebridades. O ator Ashton Kutcher, a apresentadora Oprah Winfrey e o presidente americano Barack Obama possuem contas no Twitter atualizadas com frequência (sendo muito comentado o fato de o Twitter ter ajudado a campanha eleitoral de Obama. Se o Twitter ajudou a eleger um presidente, imagine o que pode fazer por uma empresa!).

Bom, vamos ao que interessa. Você já tem uma empresa no Twitter e deseja melhorar o seu relacionamento com o consumidor? Aproveite estas dicas, tiradas do Guia Especial do Twitter para Empresas (em inglês).

1. O Twitter é uma ferramenta de relacionamentos.

Muito mais do que uma ajuda aos seus negócios, o Twitter ainda é um site de relacionamentos. Estar próximo de seu consumidor é a intenção aqui. Escreva em tom amigável, prepare-se para receber as críticas, elogios e sugestões dos seus seguidores e responda-os cordialmente. Isso ajuda a criar uma empatia com o seu negócio e as pessoas, obviamente, vão confiar mais nele.

2. Use o Retweet e divulgue informações de interesse.

Divulgue informações interessantes aos seus seguidores, mesmo que elas não estejam em seu site, por exemplo. O Retweet (RT) de informações bacanas também é interessante. A idéia aqui é distribuir informação e estreitar relacionamentos; além do mais, nada pior do que seguir um Twitter que parece cuidado por uma máquina…

3. Promova promoções periódicas para seus seguidores.

Além de cativar a audiência, uma promoção interessante tende a se tornar viral, atraindo outros seguidores e divulgando ainda mais seu negócio.

4. Mostre que há vida em sua empresa.

Se possível, divulgue fotos da equipe, do escritório; comente sobre projetos em andamento e futuras implementações e novidades. As pessoas gostam de saber que há vida do outro lado da tela, e isso confere mais credibilidade aos seus tweets.

5. Nunca, jamais, em hipótese alguma pratique SPAM.

Dez entre dez usuários de e-mail/sites de relacionamento abominam SPAM. O efeito do SPAM é contrário ao que se propõe: a antipatia é imediata e as pessoas ainda podem denunciar sua conta pela prática. Além do mais, empresas que praticam SPAM tendem a ser vistas pelos consumidores como inidôneas.

6. O que evitar, segundo o Guia do Twitter:

- Repetir o mesmo tweet várias e várias vezes. Convenhamos, é chato… além do mais, pode ser considerado SPAM pelas regras do Twitter;

- Postar o mesmo tweet em contas múltiplas: também é considerado SPAM pelos termos de serviço do site;

- Dar follow e unfollow na mesma pessoa repetidas vezes, e follow e unfollow pessoas que não retribuem viola os termos de serviço do Twitter.

Basicamente é isso. Não esqueça de dar uma olhadinha no link que divulgamos acima, para mais detalhes.

Cadastrar sua empresa no Twitter é ter em mãos uma poderosa ferramenta de marketing eletrônico, gratuita e garantida!

Um grande abraço e até a próxima!