Arquivo da Categoria ‘SEO’

Page Title – Fundamental – Dicas de SEO, pt. 5

20-01-2010

Voltando às nossas velhas e boas dicas de SEO, hoje comentaremos brevemente sobre um atributo muito importante, e que muitos ainda negligenciam quando constroem sites para a web: o atributo title de uma página.

Folheando uma obra antiga, mas ainda boa fonte de referência, o livro “Homepage Usabilidade: 50 Websites Desconstruídos” (em inglês Homepage Usability: 50 Websites Deconstructed) de Jacob Nielsen e Marie Tahir, percebemos que o título das páginas deveria ser otimizado para uma melhor usabilidade do usuário. Colocar em primeiro lugar o nome do site ou empresa era fundamental, para que os sites aparecessem listados em ordem alfabética na lista de favoritos, e um slogan descritivo seria importante para indicar do que se tratava o site em consultas posteriores. Bom, dessas lições, podemos tirar valiosas contribuições para os dias de hoje, quando a disputa por um espaço nas primeiras posições dos mecanismos de pesquisa está cada vez mais acirrada.

Nielsen não errou quando disse que o título deve ser descritivo. Ser claro nesse ponto pode contribuir para uma melhor posição no Google, Bing e outros buscadores. A questão é: como fazer isso?

Veja abaixo alguns tópicos bacanas para entender como melhorar os títulos das páginas dos seu(s) site(s).

1. Não esquecer da tag title.

É, parece piada, mas não é. Muitos webmasters não se preocupam em atribuir títulos às suas páginas. Duvida que isso seja possível nos dias de hoje? Então veja aqui e aqui.

2. Única por página.

A tag title deve ser única para cada uma das páginas do seu site, e deve buscar descrever sucintamente seu conteúdo. Isso ajudará a posicionar sua página para os assuntos ou palavras-chave contidos nela.

3. Respeite a ordem do código.

Inclua a tag title entre as tags head de seu documento, e faça com que ela esteja sempre acima de outras tags.

4. Respeite uma limitação de caracteres.

Os mecanismos de pesquisa exibem em seus resultados páginas encontradas com o atributo title em destaque, e esse resultado possui um limite de caracteres a ser exibido. Se você cria uma página com uma tag title muito longa, pode perder palavras-chave importantes (ou seja, elas podem ser “cortadas” no resultado da pesquisa). Mas quantos caracteres, você deve perguntar? Tente não ultrapassar um limite de 70 caracteres, para uma boa otimização.

5. Use keywords. Mas evite o spam.

A tag title pode e deve conter palavras-chave, mas não apenas isso. Crie frases curtas e descritivas para o assunto de suas páginas mas evite o keyword spamming.

Uma busca no Google pode ajudar você a construir títulos de página mais eficientes para seus sites. Lembramos que, além de pequenas “regras”, a criatividade e a clareza aqui são essenciais, e fazem parte do trabalho de todo bom SEO.

Um abraço e até a próxima! :)

O que é o Open Directory Project (DMOZ) e como ele ajuda em termos de SEO?

25-11-2009

Conheça o lugar onde muitos querem entrar, mas poucos conseguem.

Quem estuda SEO, especialmente a partir de fontes americanas ou européias, sempre se depara com a recomendação: tente incluir seu site no Open Directory Project, ou DMOZ! Mas o que é isso e como estar incluso poderia ajudar o seu site a subir nas pesquisas?

O DMOZ foi fundado há cerca de doze anos, e é um diretório de sites com índice parecido com o dos buscadores, com a diferença de que a manutenção do conteúdo é feita por voluntários humanos do mundo inteiro. Ao visitá-lo, você perceberá que ele distribui os conteúdos por categorias específicas, e que poucos, pouquíssimos sites mesmo (quando comparamos com um indexador automático) aparecem por lá.

O procedimento é cuidadoso: não é qualquer um que consegue entrar no DMOZ, e a inclusão, quando acontece, costuma ser demorada (meses). Você precisa ter ou muita sorte, ou ser muito relevante (em termos de conteúdo, design, etc etc) para conquistar o editor responsável por sua categoria e ser incluído no banco de dados.

Antigamente, era muito comum encontrarmos diretórios, mas hoje em dia isso é raríssimo. A demanda de novos sites por dia aumentou tanto, que se torna praticamente impossível manter um banco de dados desse tipo de forma “artesanal”. Aos poucos, eles foram cedendo seu espaço para os indexadores dos mecanismos de pesquisa, muitos morreram e poucos se deram conta disso :-( O DMOZ continua resistindo, ano após ano, e conta com o respeito de alguém muito importante para todo o profissional de SEO: o Google, claro :)

Afinal, por que esse DMOZ é tão importante? Alguns sites, incluindo o Google, utilizam seus dados automaticamente em seus diretórios. Portanto, estar listado lá é garantir um bom punhado de links (e bons links!) para o seu site e, com isso, elevar seu PageRank e sua relevância. Além do mais, o site é um apoio a diversos buscadores para a indexação de novos conteúdos.

Para sugerir o seu site, acesse o DMOZ, pesquise cuidadosamente a categoria mais aplicável ao seu conteúdo e clique em “suggest URL”. Preencha com muita atenção o formulário que eles oferecem e envie. Depois, é só aguardar os resultados.

Um grande abraço e até o próximo post! :)

Black Hat SEO – Vale a pena?

03-11-2009

Nos tempos de hoje, enquanto ouvimos sobre otimização de sites pra cá e pra lá, nos deparamos com pessoas impacientes em ter resultados rápidos no rankeamento de seu(s) site(s) no Google.

Ansiosos por resultados, muitos deles não medem esforços em utilizar-se de táticas anti-éticas para alcançar seus objetivos.

Neste post, vamos dar uma breve explanação sobre o que é o Black Hat SEO, o que comporta, porque é “errado” e como essas práticas podem prejudicar o seu site.

Pra começo de conversa, o About.com possui uma definição bem sucinta sobre o que é Black Hat SEO: trata-se do conjunto de técnicas usadas para conquistar altas posições nos rankings dos resultados de busca consideradas anti-éticas ou que ferem o estatuto de normas dos buscadores.

Os fundamentos principais do Black Hat SEO consistem em:

1. Criar conteúdo para burlar os softwares do buscador, pecando pela qualidade de experiência do usuário e prezando apenas a escalada no ranking;

2. Apresentar conteúdo diferente do que aparece nos resultados da busca, visando atrair mais visitantes desavisados que sequer têm interesse no real assunto do site;

3. Burlar as regras de qualidade dos mecanismos de pesquisa.

As práticas de Black Hat SEO são detestadas pelos profissionais sérios, não tanto pela possível “concorrência” que elas representam, mas por diminuir consideravelmente a qualidade da internet. Piorando-se a experiência do usuário, piora-se o real objetivo da web.

As principais táticas de Black Hat atualmente conhecidas são:

a. Doorway Page e Cloaking

Trata-se de exibir um conteúdo para os mecanismos de busca e outro para o usuário que acessa o site. Ou seja, tapeação pura e simples. Enquanto o cloaking utiliza checagem de IP ou navegador, uma doorway page redireciona o usuário através de meta ou javascript.

b. Keyword Stuffing

Trata-se de encher o texto, meta tags e títulos de página com palavras-chave visando aumentar a relevância das mesmas nos mecanismos de busca. O resultado? Texto pobre e pouco útil para o usuário.

c. Troca de links ou link farms

A “fazenda” de links consiste na criação de diversos sites com linkagem compartilhada, com a única intenção de aumentar artificialmente o PageRank de uma página.

d. Invisible text

Consiste em embutir texto não visível ao usuário (por exemplo, na mesma cor do plano de fundo do site) visando unicamente a leitura dos robôs.

e. Submissão automática em milhares de buscadores

Existem empresas que vendem programas que incluem sua URL em milhares de sites de busca do mundo inteiro automaticamente. Este tipo de técnica pode ser considerado spam de requisição pelos buscadores. E você já sabe o que pode acontecer com spammers.

O que você tem a perder utilizando técnicas de Black Hat?

Você pode ser sortudo e conseguir emplacar rapidamente um site com estas técnicas. No entanto, as ferramentas dos buscadores estão cada vez mais sofisticadas para detectar estas práticas, e o castigo para quem comete infrações contra as políticas de qualidade destes sites pode ir desde a perda da colocação até à pura e simples exclusão do índice. Resumindo, seu trabalho pode ser inteiramente perdido. Em 2006, o Google puniu dois sites mundialmente famosos por utilizar estas práticas, a BMW e a Ricoh. Ou seja, ele não poupa esforços para manter a qualidade de seus resultados de busca sempre alta.

Para inteirar-se melhor do assunto, leia as diretrizes de cada site para adequar seu conteúdo a elas e faça uso de boas práticas.

Diretrizes do Google para webmasters

Política de qualidade do Yahoo.com (em inglês)

Um grande abraço e até a próxima! :D

Otimizando sites em Flash para o Google – Dicas de SEO, pt. 4

28-10-2009

O Google ainda tem um desafio pela frente, e bem grande: conseguir uma forma de ler corretamente um arquivo SWF e disponibilizar seu conteúdo nas buscas. A partir de julho de 2008, um grande avanço foi sentido quando o buscador anunciou agora ser possível indexar páginas em Flash. Ainda assim, nós profissionais sabemos o quanto é difícil otimizar um site em Flash, e permitir que ele obtenha um bom posicionamento no ranking orgânico de buscas. Ufa! :)

Existem algumas dicas importantes que devemos seguir para otimizar nossos projetos em Flash. Vamos a elas! ;)

1. Tenha seu Flash em páginas validadas.

Uma página validada pela W3C é muito útil quando o assunto em questão é SEO. Algo ao qual você deve prestar muita atenção é sobre a forma de inserção do Flash em sua página web. Se você usa o Dreamweaver, por exemplo, e insere automaticamente o Flash (Insert > Media > Flash), o código gerado não é compatível com as normas de validação, o que pode prejudicar o bom posicionamento do seu site.

Existem diversas formas de inserir um Flash em uma página HTML, uma busca rápida no Google pode dar uma boa pista sobre elas.

(Nota: algumas formas de implantação do Flash validado podem fazer retornar o irritante problema da ativação de controles no Internet Explorer – aquela borda irritante que você deve clicar para habilitar o site no navegador e utilizá-lo [conheça a curiosa história da ativação no IE através deste link]. Também existem formas de contornar este problema, e uma delas é o fix_eolas)

2. Capriche no título e meta tags.

Você precisa despender um certo esforço para criar títulos de página descritivos, simples e compostos por palavras-chave. Isso vai fazer toda a diferença no rankeamento do seu site. Trabalhe muito bem também nas meta tags, já que este vai ser o conteúdo que os robôs de busca poderão ler no seu site.

3. Divida o site, se possível.

Tente criar várias páginas para o site, ao invés de uma só, se possível. Isso demonstrará aos buscadores uma estruturação melhor no domínio e pode ajudá-lo a indexar páginas mais facilmente.

4. PageRank: a parte mais difícil.

Muitas vezes é difícil conseguir links externos, o que aumentaria e muito o PageRank do seu site e mostraria ao Google sua relevância, elevando-o nas buscas. No entanto, a regra vale para todo o tipo de site: trabalhar com conteúdo relevante voltado ao usuário permite uma conquista maior de público e uma divulgação melhor do site, traduzindo-se em links externos. Pense nisso! :)

Complementando, existem técnicas, como a sIFR, que convertem textos em Flash em textos puros, conforme já comentamos em um outro post aqui no blog. É uma tática válida e que permite a visualização do conteúdo pelo Googlebot e outros robôs. Uma excelente alternativa para quem precisa usar o Flash mas não pode abrir mão da otimização o mais perfeita possível.

Por enquanto, é isso! Esperamos que estas dicas auxiliem na criação de sites mais bonitos e também mais bem posicionados. Por enquanto, vamos ficar sonhando com o dia em que um site em Flash seja tão bem indexado quanto um site HTML… :)

Um grande abraço e até a próxima!

Mídias Sociais – Como elas podem ajudar o seu negócio

27-10-2009

As mídias sociais talvez sejam o reflexo máximo da web 2.0. A presença massiva de uma comunidade mundialmente (ou regionalmente) interligada vem definindo gradativamente as novas formas de construção da internet, em vários de seus aspectos: arquitetura de informação, disponibilização de serviços e marketing.

O aproveitamento da audiência de sites como Orkut, Facebook e Twitter (citando os mais populares no Brasil, no momento), dentre outros, é fundamental para quem deseja divulgar uma empresa ou serviço de forma ampla, barata e garantida. Como poderia ser mais tranquilo encontrar o público-alvo a partir de uma pesquisa específica e direcionar suas estratégias especialmente para ele?

Twitter

O Twitter pode ser uma ferramenta de divulgação poderosa para seu negócio.

Apesar de muitos ainda duvidarem do poder das redes sociais, a prova de que a força delas é grande está no ramo de atuação tão novo quanto as próprias mídias: a Análise de Mídias Sociais. Grandes empresas têm procurado contratar profissionais especializados em analisar sites de relacionamento (os chamados analistas de mídias sociais), que podem definir estratégias específicas de abordagem através do contato direto com o público e/ou análise de mercado diretamente na web.

Bacana, não? :)

Sua empresa pode se beneficiar muito com o correto uso dos sites de relacionamento. Confira algumas dicas básicas para começar com o pé direito:

1. Procure o público certo!

Sites como o Orkut e Facebook funcionam da seguinte forma: usuários com interesses semelhantes criam comunidades sobre os assuntos de interesse. Então, é muito fácil para você pesquisar comunidades relacionadas à abordagem desejada e analisar o conteúdo nela divulgado. Já o Twitter, embora não agrupe usuários por interesse, possui uma poderosa ferramenta de busca por tags e palavras-chave, o que permite a você o constante monitoramento de determinado assunto e checagem de sua popularidade.

2. Criar promoções atrai audiência e fideliza o público.

Observe os exemplos dos Twitters do @novo_submarino e @camiseteria. Ambos divulgam com frequência seus produtos mas trabalham constantemente com promoções exclusivas para seus seguidores do Twitter. Isso movimenta a marca, divulga, fixa na mente do consumidor, além de atrair possíveis novos clientes para checar as novidades das empresas.

Promoções interessantes tendem a se tornar virais. E divulgação é o que desejamos, não é verdade? ;)

3. Abra também as portas para outros mercados.

Deseja adentrar-se nas vendas internacionais? O Facebook pode te ajudar. Talvez o mais popular site de relacionamentos do mundo atualmente, é casa de milhões de usuários de vários países. O Twitter também pode dar uma mãozinha: basta procurar os usuários certos e analisar a abordagem adequada ao que deseja fazer.

4. Divulgue, divulgue, mas divulgue mesmo o seu site.

Divulgar seu site no seu Twitter, por exemplo, além de permitir o aumento nos acessos, pode também elevar a sua posição nas buscas do Google! Mas não seja chato: divulgue novas informações e promoções, atualizações, novidades… não adianta enviar o mesmo link diariamente sem que ele possua um atrativo ou “algo mais”. Isso pode afugentar seguidores.

Estas dicas são importantes, mas o trabalho com redes sociais envolve uma gama de benefícios e possibilidades muito mais amplo do que você pode imaginar.

Aproveite! :)

Um grande abraço e até a próxima!

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Update: O Google anunciou ontem o Google Social Search, que realiza buscas baseadas no perfil do usuário em redes sociais. Ponto para elas ;)