Arquivo da Categoria ‘Web Standards’

HTML5: As tags “mágicas”

15-01-2010

Como já comentamos em outros artigos, o HTML5 vem (na verdade, já veio) para facilitar a vida do desenvolvedor. Um site escrito em HTML5 tem seu código enxuto, muito mais leve e suas tags permitem delimitar áreas do site muito mais facilmente, além da inclusão de novos elementos.

Vamos comentar algumas das tags novas e mais interessantes! Para uma referência mais completa, visite o Pinceladas da Web, que preparou uma tabela com todas as tags de referência.

Mais simples impossível! Ela insere um vídeo em uma página. A tag promete aposentar de vez os embed players (vídeos em flash) para inclusão de vídeos em sites. No entanto, o HTML5 tem encontrado obstáculos nesta etapa, uma vez que encontra-se esbarrando em problemas diversos com licenciamento de codecs. A saída é continuar acompanhando o processo e aguardar um Youtube inteiro em HTML5!

A tag cria uma seção de navegação na página. Não há muito o que comentar sobre ela, apenas que é restrita ao HTML5 e facilita a organização do código: em vez de definir menus com divs, deixe seu código arrumadinho com seções navegáveis específicas.

Insere em sua página um grupo composto por uma imagem (foto, desenho, etc) e sua respectiva legenda. A diferença entre esta tag e a tag <img> está justamente na incorporação da legenda, o que facilita absurdamente a diagramação de páginas de notícias, por exemplo.

O elemento <canvas> permite adicionar às páginas gráficos vetoriais dinâmicos ou mesmo imagens bitmap. Inicialmente, o elemento foi desenvolvido pela Apple para uso em aplicativos do Mac OSX, como o Dashboard e mesmo no navegador Safari. Posteriormente, a tecnologia foi adotada por navegadores como Firefox e Opera, e entrou como parte da padronização para futuras tecnologias.

Como você, leitor, já pode deduzir, insere um arquivo de som em uma página. Assim como a tag <video>, dispensa recursos adicionais. Confira aqui seus principais atributos.

Enquanto alguns navegadores já se encontram dez passos a frente, fornecendo suporte completo a toda e qualquer tag do HTML5, outros ainda estão caminhando a passos curtos e parando para um cafezinho. Por enquanto, o que nos resta fazer, é aguardar o suporte completo e torcer para que em breve todos estejamos desfrutando dos benefícios desta nova linguagem!

Um grande abraço e até o próximo post! ;)

Criação de sites: evolução em dez anos

18-11-2009

O tempo passa...

Recordar é viver. Todos sabemos que esta máxima, um clichê na verdade, é uma bela lição que nos permite olhar para o passado com olhos críticos e aperfeiçoar nossos conhecimentos para um futuro melhor :)

A internet comercial já possui um bom tempo de vida. No Brasil, ela já é uma adolescente :D E assim como as tecnologias se renovam, a cara da web também foi mudando ao longo dos anos. Para melhor, claro!

Em nossas primeiras andanças no mundo digital, quando o IE 5 e o Windows 98 brilhavam nos pcs da maioria dos usuários, nos deparávamos com pequenos detalhes e coisinhas que quase não vemos mais nos sites modernos. Que tal recordar um pouco do passado da web? Divirta-se!

1. Guestbooks ou livros de recados: os avôs dos comentários.

Todo site pessoal e muitos sites empresariais apresentavam um link para uma página de guestbook. Para os mais novatos e que nunca tiveram a sorte de encontrar um desses em seu caminho, funciona como um campo de comentário de um blog. Com a diferença de que você comenta o site inteiro, e não conteúdos específicos…

Apesar de ser uma ferramenta “ultrapassada”, de vez em quando nos deparamos com uma ou outra por ai :)

2. Mensagens de resolução de tela mínimas e navegadores recomendados.

Você lembra quando os sites traziam em suas “páginas de entrada” (mais adiante, falaremos mais sobre isso também! :) ) mensagens do tipo “Resolução mínima 800×600, Navegador Internet Explorer 5.5″? A web 2.0 trouxe para os desenvolvedores a necessidade de adaptar os sites aos mais diversos tipos de usuários. Monitores grandes, pequenos, widescreen, usuários do Internet Explorer, Safari, Firefox… então, hoje em dia, “restringir” o acesso a determinados tipos de visitantes é prática abolida e não recomendada (claro, existe a campanha para abolir o IE6 do mercado, mas isso é outra história). E viva a diversidade e fluidez da web!

3. Páginas de entrada.

Numa era onde o conteúdo é rei, não há a menor lógica em apresentar uma página inicial vazia de informações, com um botão de “entrar”. Mas antigamente, isso era mais do que usual (era considerado até bonito :) ).

4. Sites que abrem em tela inteira (fullscreen).

As opiniões variavam quanto a eles. Mas nós da Agência temos o pensamento comum de que sites que ocultavam os controles do navegador estão entre as piores idéias já desenvolvidas para a web. Ainda bem que, hoje em dia, é muito difícil encontrar sites assim!

5. Gifs animados horrorosos pulando e piscando em toda a página.

Eles distraíam tanto a nossa atenção do conteúdo real do site que quase nos faziam fechar a janela do navegador ou partir para um próximo site. Ainda bem que eles saíram de moda há um bom tempo, pelo menos entre os desenvolvedores profissionais!

6. “Powered by” alguma coisa!

Antigamente, muitos designers incluiam nos rodapés dos sites um bizarro “powered by (nome dele ou da empresa aqui)”. Poderoso, não? :)

Por enquanto é só! Esperamos que tenham gostado.

Comentem se lembrarem de mais peculiaridades das antigas!
Um grande abraço!

Dicas CSS que valem ouro

06-11-2009

Todo sabemos que o CSS faz maravilhas, mas nem todos conhecem a fundo algumas coisas fantásticas que podem ser feitas utilizando simples linhas de código. Confira a seguir algumas dicas, extraídas do Inspect Element, que vão deixar seus trabalhos ainda mais bacanas.

1. Mude o cursor quando passar o mouse sobre botões HTML.

Não estamos falando de imagens como links, e sim dos botões normalmente usados em formulários: o cursor não se altera quando você rola o mouse sobre eles. Se você deseja fazer a “setinha” mudar para “mãozinha”, o código é:

 input.button { cursor: pointer; }

2. Remova as opções de formatação padrões dos navegadores.

Cada browser possui seus próprios estilos de formatação padrão, o que pode ser um problema para os desenvolvedores em algumas ocasiões. Felizmente, podemos resetar estas opções facilmente, usando o código abaixo criado pelo desenvolvedor Eric Meyer:

html, body, div, span, applet, object, iframe,
h1, h2, h3, h4, h5, h6, p, blockquote, pre,
a, abbr, acronym, address, big, cite, code,
del, dfn, em, font, img, ins, kbd, q, s, samp,
small, strike, strong, sub, sup, tt, var,
dl, dt, dd, ol, ul, li,
fieldset, form, label, legend,
table, caption, tbody, tfoot, thead, tr, th, td {
margin: 0;
padding: 0;
border: 0;
outline: 0;
font-weight: inherit;
font-style: inherit;
font-size: 100%;
font-family: inherit;
vertical-align: baseline;
}
/* remember to define focus styles! */
:focus {
outline: 0;
}
body {
line-height: 1;
color: black;
background: white;
}
ol, ul {
list-style: none;
}
/* tables still need 'cellspacing="0"' in the markup */
table {
border-collapse: separate;
border-spacing: 0;
}
caption, th, td {
text-align: left;
font-weight: normal;
}
blockquote:before, blockquote:after,
q:before, q:after {
content: "";
}
blockquote, q {
quotes: "" "";
}

Importante: inclua o código antes de começar o seu no arquivo de estilos, ou ele ficará sobreposto à sua formatação.

3. Otimizando a propriedade focus em campos de formulário.

Otimize a experiência do usuário ao destacar campos de formulário ativos. O efeito é bacana e muito útil em termos de usabilidade.

O código exemplo, podendo ser adaptado às suas necessidades, é:

input.focus { border: 2px solid #972324; }

Veja dois exemplos: Autentic Jobs e Neutron Creations

4. Centralizar elementos horizontalmente.

Alguns designers sofrem com esta parte, mas a solução é simples. O código abaixo, por exemplo, posiciona a div #container e seu conteúdo no centro do browser, independente da resolução de tela do usuário.

#container { width: 960px; margin: 0 auto; }

A particularidade deste código é que um valor de width (largura) precisa ser definido, ou nada será alinhado.

5. Defina um estilo diferente para impressão da página.

Ao invés de criar uma nova página otimizada para a impressão, crie um estilo separado para ela! Adicione a linha de código abaixo ao HTML da página, lembrando de indicar o tipo de mídia (no caso, impressão):

<link rel="stylesheet" href="print.css" type="text/css" media="print">

Por hoje é só. Esperamos que tenham gostado das dicas!

Um grande abraço e até o próximo post! :)

Otimizando sites em Flash para o Google – Dicas de SEO, pt. 4

28-10-2009

O Google ainda tem um desafio pela frente, e bem grande: conseguir uma forma de ler corretamente um arquivo SWF e disponibilizar seu conteúdo nas buscas. A partir de julho de 2008, um grande avanço foi sentido quando o buscador anunciou agora ser possível indexar páginas em Flash. Ainda assim, nós profissionais sabemos o quanto é difícil otimizar um site em Flash, e permitir que ele obtenha um bom posicionamento no ranking orgânico de buscas. Ufa! :)

Existem algumas dicas importantes que devemos seguir para otimizar nossos projetos em Flash. Vamos a elas! ;)

1. Tenha seu Flash em páginas validadas.

Uma página validada pela W3C é muito útil quando o assunto em questão é SEO. Algo ao qual você deve prestar muita atenção é sobre a forma de inserção do Flash em sua página web. Se você usa o Dreamweaver, por exemplo, e insere automaticamente o Flash (Insert > Media > Flash), o código gerado não é compatível com as normas de validação, o que pode prejudicar o bom posicionamento do seu site.

Existem diversas formas de inserir um Flash em uma página HTML, uma busca rápida no Google pode dar uma boa pista sobre elas.

(Nota: algumas formas de implantação do Flash validado podem fazer retornar o irritante problema da ativação de controles no Internet Explorer – aquela borda irritante que você deve clicar para habilitar o site no navegador e utilizá-lo [conheça a curiosa história da ativação no IE através deste link]. Também existem formas de contornar este problema, e uma delas é o fix_eolas)

2. Capriche no título e meta tags.

Você precisa despender um certo esforço para criar títulos de página descritivos, simples e compostos por palavras-chave. Isso vai fazer toda a diferença no rankeamento do seu site. Trabalhe muito bem também nas meta tags, já que este vai ser o conteúdo que os robôs de busca poderão ler no seu site.

3. Divida o site, se possível.

Tente criar várias páginas para o site, ao invés de uma só, se possível. Isso demonstrará aos buscadores uma estruturação melhor no domínio e pode ajudá-lo a indexar páginas mais facilmente.

4. PageRank: a parte mais difícil.

Muitas vezes é difícil conseguir links externos, o que aumentaria e muito o PageRank do seu site e mostraria ao Google sua relevância, elevando-o nas buscas. No entanto, a regra vale para todo o tipo de site: trabalhar com conteúdo relevante voltado ao usuário permite uma conquista maior de público e uma divulgação melhor do site, traduzindo-se em links externos. Pense nisso! :)

Complementando, existem técnicas, como a sIFR, que convertem textos em Flash em textos puros, conforme já comentamos em um outro post aqui no blog. É uma tática válida e que permite a visualização do conteúdo pelo Googlebot e outros robôs. Uma excelente alternativa para quem precisa usar o Flash mas não pode abrir mão da otimização o mais perfeita possível.

Por enquanto, é isso! Esperamos que estas dicas auxiliem na criação de sites mais bonitos e também mais bem posicionados. Por enquanto, vamos ficar sonhando com o dia em que um site em Flash seja tão bem indexado quanto um site HTML… :)

Um grande abraço e até a próxima!

Web Design: Forma e Função

02-10-2009

No dia a dia do nosso ramo, temos que enfrentar situações em que precisamos sentar com nossos papéis e canetas e tomar decisões complexas e necessárias: sacrificar a beleza e priorizar a função? Ou priorizar a forma e assassinar a acessibilidade? Logicamente a resposta mais sensata seria conseguir aliar ambos de forma primorosa, mas alguns projetos parecem pedir para que demos ênfase em apenas um desses aspectos, o que pode ser bastante desafiador. Sabemos, também, que ambos os conceitos de forma e funcionalidade seguem tendências mutáveis: a experiência do usuário varia muito com o passar do tempo e o que é belo hoje pode se tornar ridículo amanhã.

Aqui na Agência Liquid, procuramos trabalhar sempre de forma a aliar as duas coisas da melhor forma possível, ao longo do processo de desenvolvimento, uma vez que entendemos que ambos são, sim, desassociáveis e que devem caminhar juntos sempre. A funcionalidade de um projeto deve estar aliada sempre à sua forma, bem como a forma deve, de todas as maneiras, priorizar a funcionalidade de uma maneira quase que atemporal, buscando criar conceitos e disposições cujo padrão seja clássico, correto e o mais abrangente possível. Compreendemos que nos rumos atuais da internet, o desenvolvimento de um projeto satisfatoriamente belo e funcional é imprescindível.

Acompanhe, a seguir, alguns pontos de essencial importância para uma aliança firme entre forma e função ao de criar um site para a web:

1. Práticas de Web Standard: não apenas firula, mas indispensável.

Trabalhar com a essencialidade dos padrões web não é apenas legal, mas necessário hoje. É sabido que a padronização, nos mais diversos setores de produtos e serviços, apresenta benefícios como redução de custos, flexibilidade no desenvolvimento e manutenção e melhora na qualidade. No desenvolvimento para a web as regras se aplicam, e mais: padronizar hoje pode ajudar um site a se sobressair mais que outro, o que é de interesse direto do cliente.

2. Facilite a vida do programador.

Um trabalho conjunto feito entre web designer e programador resulta em um projeto para a web mais conciso, eficiente e com menor chance de erros. Quanto mais tranquilo for o trabalho para o programador, menor a chance de insatisfação do cliente com o resultado final.

3. Facilite a vida do seu cliente.

Desenvolva pensando nos interesses do seu cliente. Crie projetos pensando essencialmente em seu público-alvo e buscando atingir os objetivos principais do seu cliente. Monte estruturas, caso seja ele mesmo o responsável pela manutenção do site, que facilitem seu acesso (como possível leigo) e planeje sites com todas as condições posteriores de otimização, mesmo que o seu contrato não mencione isto.

4. Sim, sites belos funcionam!

Mente quem diz que um site bonito não impressiona. Claro que impressiona, já que um projeto esteticamente atraente pode chamar a atenção de pessoas muitas vezes não interessadas no empreendimento e gerar uma divulgação inesperada. Já dizia Vinicius de Morais: “Que me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”!

A beleza de um site é um conceito relativo, mas sabemos que alguns padrões existem, como por exemplo o cuidado com a escolha das fontes, cores agradáveis ao olhar e relacionadas à marca do cliente, fotos de impacto… entra ai a criatividade do profissional em trabalhar com os elementos de que dispõe e criar algo de ótimo impacto visual.

5. Clareza e disposição do conteúdo ajudam a audiência.

Observe a posição e a forma como estão redigidos os links do menu principal. Ele está posicionado de modo a ser necessário procurá-lo? Links simples como “Produtos” estão descritos como “Veja o que a gente vende”? É melhor rever estes pontos.

6. Use bem as fontes.

Fontes não servem apenas para “enfeitar” mas, surpresa!, fazem parte do principal elemento de comunicação entre site e usuário, o texto. Escolha fontes legíveis de tela e em bom tamanho. Sabe-se que as melhores para leitura em tela são as não-serifadas (Arial, Trebuchet, Tahoma, Verdana), enquanto as fontes serifadas como Times e Georgia são ótimas para leitura de impressos.

7. Migalhas de Pão (Bread Crumbs): uma maneira deliciosa de criar um esquema simples de localização.

Não subestime o poder das migalhas. Uma estrutura Página principal > Página secundária > Subpágina permite com que os usuários se localizem facilmente, e dão a eles uma idéia da dimensão dos conteúdos e do próprio site.

Enfim, são dicas rápidas mas muito importantes, que podem orientar melhor àqueles que, como nós, estão sempre em busca de criar algo tão belo quanto usável.

Um grande abraço e até a próxima! :)