Otimizando sites em Flash para o Google – Dicas de SEO, pt. 4

O Google ainda tem um desafio pela frente, e bem grande: conseguir uma forma de ler corretamente um arquivo SWF e disponibilizar seu conteúdo nas buscas. A partir de julho de 2008, um grande avanço foi sentido quando o buscador anunciou agora ser possível indexar páginas em Flash. Ainda assim, nós profissionais sabemos o quanto é difícil otimizar um site em Flash, e permitir que ele obtenha um bom posicionamento no ranking orgânico de buscas. Ufa! :)

Existem algumas dicas importantes que devemos seguir para otimizar nossos projetos em Flash. Vamos a elas! ;)

1. Tenha seu Flash em páginas validadas.

Uma página validada pela W3C é muito útil quando o assunto em questão é SEO. Algo ao qual você deve prestar muita atenção é sobre a forma de inserção do Flash em sua página web. Se você usa o Dreamweaver, por exemplo, e insere automaticamente o Flash (Insert > Media > Flash), o código gerado não é compatível com as normas de validação, o que pode prejudicar o bom posicionamento do seu site.

Existem diversas formas de inserir um Flash em uma página HTML, uma busca rápida no Google pode dar uma boa pista sobre elas.

(Nota: algumas formas de implantação do Flash validado podem fazer retornar o irritante problema da ativação de controles no Internet Explorer – aquela borda irritante que você deve clicar para habilitar o site no navegador e utilizá-lo [conheça a curiosa história da ativação no IE através deste link]. Também existem formas de contornar este problema, e uma delas é o fix_eolas)

2. Capriche no título e meta tags.

Você precisa despender um certo esforço para criar títulos de página descritivos, simples e compostos por palavras-chave. Isso vai fazer toda a diferença no rankeamento do seu site. Trabalhe muito bem também nas meta tags, já que este vai ser o conteúdo que os robôs de busca poderão ler no seu site.

3. Divida o site, se possível.

Tente criar várias páginas para o site, ao invés de uma só, se possível. Isso demonstrará aos buscadores uma estruturação melhor no domínio e pode ajudá-lo a indexar páginas mais facilmente.

4. PageRank: a parte mais difícil.

Muitas vezes é difícil conseguir links externos, o que aumentaria e muito o PageRank do seu site e mostraria ao Google sua relevância, elevando-o nas buscas. No entanto, a regra vale para todo o tipo de site: trabalhar com conteúdo relevante voltado ao usuário permite uma conquista maior de público e uma divulgação melhor do site, traduzindo-se em links externos. Pense nisso! :)

Complementando, existem técnicas, como a sIFR, que convertem textos em Flash em textos puros, conforme já comentamos em um outro post aqui no blog. É uma tática válida e que permite a visualização do conteúdo pelo Googlebot e outros robôs. Uma excelente alternativa para quem precisa usar o Flash mas não pode abrir mão da otimização o mais perfeita possível.

Por enquanto, é isso! Esperamos que estas dicas auxiliem na criação de sites mais bonitos e também mais bem posicionados. Por enquanto, vamos ficar sonhando com o dia em que um site em Flash seja tão bem indexado quanto um site HTML… :)

Um grande abraço e até a próxima!

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2 Responses para “Otimizando sites em Flash para o Google – Dicas de SEO, pt. 4”

  1. Oi, Flávio, esta entrevista no blog do Google explica melhor como ele trabalha para indexar páginas em Flash http://googlewebmastercentral.blogspot.com/2008/06/improved-flash-indexing.html (está em inglês).

  2. Bacana este artigo, foi de grande valia.
    Mas já vi sites em Flash, de uma página só, colocado pelo “DW” e o texto indexado no Google. Apenas não entendi como.
    O que estou pesquisando é se o conteúdo relecante em XML possa ser trackeado pelo buscador.