E-commerce: Planejando sua loja virtual

26-09-2009

Planejar um e-commerce hoje em dia deveria ter o mesmo status de importância que muitos empresários dão ao planejamento de suas novas empresas físicas. Isso porque uma loja virtual possui atributos muitas vezes mais amplos que uma loja em um shopping, por exemplo, como o alcance a diversas regiões (e até países) e públicos-alvos diferenciados.

Entretanto, muitos empresários ainda tratam uma loja na internet como apenas “mais um site”, e não dão a ela um cuidado especial na hora de planejar as estratégias de implantação na web e no mercado como um todo.

Sabemos hoje que cerca de 55% das microempresas nascidas no Brasil sobrevivem até 3 anos no mercado. Não existem dados precisos sobre empresas “web-based”, mas provavelmente essas estatísticas devem ser similares.

Plano de negócios: imprescindível para uma loja de sucesso.

De acordo com o professor Dailton Felipini, é fundamental para um futuro proprietário de empresa delimitar um plano de negócio. Um plano de negócio aborda questionamentos sobre o empreendimento e sua implantação, e a resposta a essas perguntas é o que ajudará o empresário a traçar as melhores estratégias para o seu negócio. Estes questionamentos são:

1. O que deve ser feito, e por quem?

2. O que vai ser vendido?

3. Quem é nosso cliente-alvo e quem são nossos concorrentes?

4. Como atenderemos nosso cliente?

5. Quanto será nosso investimento e nosso lucro?

6. Quando ocorrerão nossas atividades e o ápice das nossas metas?

Ainda segundo Felipini, “um empreendedor que seja capaz de responder satisfatoriamente a todas as questões importantes de seu projeto com certeza estará mais preparado para aproveitar as oportunidades e enfrentar as ameaças do mercado.”

Observados estes aspectos, e montada a estratégia, o proprietário do e-commerce deve garantir que a sua loja transmita ao usuário idoneidade e o dê segurança para realizar suas compras. Isso garante a satisfação não apenas momentânea, mas contribui para fidelizar clientes e atrair novos através do boca-a-boca.

Em um próximo artigo, comentaremos sobre formas de tornar sua loja cada vez mais confiável e popular.

Um grande abraço e até a próxima!

Flash: O Eterno Dilema

25-09-2009

Nós, profissionais de design, sempre nos deparamos com a dúvida ao iniciar um projeto novo: “vai ser em Flash ou HTML simples?”.

A questão é: sites em Flash são visualmente mais atraentes, já que a ferramenta confere a possibilidade de uma disposição de conteúdos menos “caixote” (isso não é regra, claro), além de permitir criar introduções com a marca do cliente, brincadeiras com os menus, transições entre seções, e a própria idéia de uso do Flash, que é a de criar animação e movimento no site. 9 entre 10 clientes da Agência Liquid escolhem ao menos um elemento em Flash em seus projetos, podendo ser um painel interativo, um topo animado e quando não o site inteiro. E convenhamos: quando bem feitos, alguns sites em Flash são experiências dignas de filmes de ficção científica para os usuários!

Os pontos que deixam a maioria dos profissionais de web preocupados são a baixa indexação e acessibilidade que um projeto em Flash oferece. Um web site construído em HTML, com links de texto e com validação correta é indexado pelos principais buscadores muito mais facilmente que um site inteiro em Flash. O Google e demais ferramentas de busca ainda não possuem tecnologia para “varrer” arquivos .SWF.

Outro ponto negativo contra o Flash é a sua “segmentação forçada de público”. Queremos dizer com isso que um mesmo site construído em Flash pode ser rápido, eficaz e belo para determinado usuário ou lento, pesado e inútil para outro. Alguns sites em Flash são tão pesados que, dependendo da conexão do usuário, podem levar até dois minutos para carregar completamente. Isso é o que pode haver de pior em termos de acessibilidade, já que poucas pessoas têm paciência de esperar todo este tempo para entrar em um site. Já outros usuários podem não possuir o plugin correto para exibição daquela versão do Flash.

Muitos profissionais defendem o não uso total de elementos em Flash em um site. Nós seguimos outra linha de pensamento: moderação.

Alguns projetos pedem Flash, outros não. Alguns clientes necessitam do Flash, como é o caso do nosso cliente Inovare Calçados, que adquiriu um sistema interativo em Flash de catálogo de cores para calçados femininos. Outros não deveriam ter tal necessidade, em virtude de seu público-alvo (usuários com internet mais lenta e computadores com menor poder de processamento, por exemplo). Cabe ao profissional, na conversa com o cliente para geração do briefing, instruir o cliente sobre a melhor solução para seu caso em específico.

Ao nosso ver, sites mistos são uma boa solução. É ai que entra, novamente, a palavra moderação!

Grande abraço e até a próxima!

Qual a importância de validar meu CSS e XHTML?

25-09-2009

Hoje em dia muito tem-se falado em XHTML e CSS validados pelas normas da W3C. Mas o que vem a ser isso e qual sua importância?

XHTML e CSS – Entendendo as duas siglas mais comentadas pelos webdesigners

O XHTML, podemos dizer, é uma “evolução” do HTML, embora este ainda seja recomendado pela W3C. Surgida ainda na década de 80, a aplicação XHTML é definida pela W3C como Linguagem de Marcação Padrão Generalizada, ou SGML. Para desenvolvedores, o XHTML padroniza um grupo de tags específicas com estrutura e características semânticas semelhantes, tornando o trabalho mais simples e concatenado.

A linguagem basicamente é uma combinação do já conhecido formato de marcação de tags do HTML “clássico” e algumas regras utilizadas na linguagem XML. Por exemplo:

  • Tags devem ser escritas em minúsculas;
  • As tags devem ser “aninhadas” na posição correta;
  • Enquanto no HTML isso não é necessário, no XHTML todas as tags devem ser fechadas (exemplo: <br />);
  • Elementos vazios devem ser fechados.

A principal vantagem da linguagem XHTML é que ela fornece um código mais organizado e limpo, além carregar muito mais rápido as páginas em browsers.

Já o CSS (Cascading Style Sheets, ou folhas de estilo em cascata) nada mais é que a linguagem de programação que atribui “forma visual” a um documento escrito em uma linguagem de marcação (por exemplo, XHTML ou HTML). A grande vantagem das CSS é remover do código HTML toda e qualquer marcação referente a layout e formatação, guardando essas informações em um arquivo separado. Isso facilita muito a vida do desenvolvedor, já que grandes mudanças no visual de um projeto podem ser feitas rapidamente a partir de simples e breves modificações no código da folha de estilos.

Qual a importância de validar meu XHTML e CSS?

Atualmente ouvimos falar de otimização de sites para sistemas de busca em todos os lugares. Este ponto é de fundamental importância para quem começa um negócio na internet: ter seu site rastreado, listado e bem posicionado nos principais sites de busca (Google, Yahoo, dentre outros). Um código XHTML e CSS válidos permitem ao robôs do mecanismo “varrerem” seu site adequadamente e encontrar os conteúdos mais relevantes. Isso se traduz em um melhor rankeamento nas páginas dos buscadores. Um código XHTML com erros pode dificultar o trabalho dos buscadores e/ou mesmo contribuir para que seu conteúdo perca relevância.

Quero testar meu código. Como faço?

Para validar o XHTML de sua página, siga o link: http://validator.w3.org/. Basta digitar o endereço da página no campo e clicar em “Check”. Se o códigoc contiver erros, eles serão listados abaixo e o site também indica como corrigi-los.

Para validar o CSS, siga http://jigsaw.w3.org/css-validator/. O procedimento é idêntico acima. Lembrando que a varredura do CSS de um link digitado compreende todo o arquivo ou arquivos CSS anexos à sua página, enquanto a checagem do XHTML ocorre apenas na página específica indicada.

Grande abraço e até a próxima!