Posts marcados com ‘Branding’

Novo case – Akecer Sistemas Eletrônicos

02-02-2010

Depois de um mês de trabalho e ajustes, publicaremos hoje um “pré-case” de um novo cliente da Agência. E é novíssimo mesmo! trata-se da Akecer Sistemas Eletrônicos, uma empresa recém-nascida de Londrina que oferecerá ao mercado os melhores e mais modernos aquecedores para banheiras, para o conforto dos usuários que adoram um bom banho quentinho. Prezando ao máximo a alta qualidade e tecnologia de ponta de seus produtos, a Akecer chega conquistando espaço e escolheu a Liquid para criar sua identidade visual desde o comecinho. Vamos ver?

O briefing pedia essencialmente o enfoque nas principais qualidades do produto, a alta tecnologia e o inovador design industrial. Utilizando tons de azul e imagens abstratas de água, criamos toda a identidade visual da empresa, que contempla cartão de visitas, papelaria completa, adesivagem de automóvel e a “roupa” do controle de temperatura e funções. Criamos também a embalagem!

Detalhes da caixa. Ainda não podemos divulgar tudo... :)

Detalhes da caixa. Ainda não podemos divulgar tudo... :)

Para o logotipo, a pedida era enfatizar a modernidade de pensamento dos sócios, leitura fácil e, claro, a água. Assim, criamos uma marca sólida, quase que atemporal e que pode ser aplicada em diversos locais.

O case inicial está disponível para download em PDF (ZIP) aqui. O arquivo possui ~7 MB.

Update: atualizamos o case, e você pode conferi-lo na página inicial do nosso site!

Por que dissemos que é um “pré-case”? Ele ainda não está completo! Desenvolveremos outras peças para a Akecer e em breve publicaremos os resultados aqui no blog e no site!

Gostaram? :)

Um abraço e até a próxima!

Marketing de Sucesso – O caso Pet Rock

04-01-2010

Em primeiro lugar, gostaríamos de desejar um feliz Ano Novo a todos os nossos leitores, que este seja um ano de muito sucesso e trabalho! :)

Hoje vamos mostrar a vocês um exemplo real de como o marketing e o design podem alavancar as vendas de um produto. Literalmente, bom marketing e bom design podem vender pedras! Sim, pedras!

Apesar da mudança em muitos aspectos do nosso ramo, com a valorização cada vez maior do profissional de comunicação (leia-se aqui design, marketing, etc), é incrível ainda a quantidade de pessoas que subestima como a “roupagem” e o marketing envolvido por trás de um produto podem ser decisivos para seu sucesso ou fracasso. Conheçamos então o “caso” Pet Rock.

Década de 70, Califórnia. O executivo e publicitário Gary Dahl, em conversa com os seus amigos, teve talvez a idéia mais brilhante de sua carreira. O assunto em questão eram bichos de estimação, e os gastos e diversos tipos de inconvenientes que manter um cão ou gato em casa traziam. A luzinha acendeu na cabeça de Gary e ele comentou que o bicho de estimação ideal não deveria comer, precisar de banho e passeios, ficar doente, fazer necessidades, morrer… e comentou que pedras seriam excelentes pets. Seus amigos não levaram a piada a sério, mas o executivo foi adiante e abraçou sua própria causa.

Criou um nome (Pet Rock) e um conceito genial de “mimo” por trás de uma simples pedra: uma embalagem com cara de presente, que dá vontade de adquirir; acondicionou as pedras, que comprara em uma loja de construções, nas embalagens envoltas em uma espécie de “ninho” e começou a comercializá-las, como se fossem bichos de estimação vivos e com “sentimentos”.

A Pet Rock original.

Loucura, diria você? Nem tanto. A inteligência de mercado de Gary e o criativo marketing o tornaram milionário em apenas seis meses, tempo em que decidiu inicialmente seguir com sua estratégia. O negócio deu tão certo que a seguir o publicitário abriu sua própria companhia, a Rock Bottom Productions. Nessa época, as pedras eram importadas do México e ganharam um manual de instruções de cuidados e comandos de treinamento (incrível!), bem diagramado e que reforçava ainda mais o apelo comercial e sentimental do produto. As pedras ganharam também “olhinhos”, o que reforçou ainda mais seu caráter “amigável”.

As pedras deixaram de ser comercializadas no final da década de 70, mas seu case de sucesso é até hoje visto como uma referência de como um bom marketing e design por trás de um produto está intimamente ligado com o entendimento dos interesses e sentimentos do consumidor. Talvez a Pet Rock não funcionasse hoje, mas… quem sabe ;)

Hoje, Gary cuida de seu bar em Los Gatos, na Califórnia.

O site Think Geek nos apresenta uma Pet Rock do século XXI: ligada ao seu computador via USB, essa belezinha pode tornar sua vida muito mais divertida! :D

Então é isso! Esperamos que tenham gostado.

Um abraço e até a próxima!

Atualizações no Portfolio – Anúncio Guia Mais Casamento e newsletter

21-11-2009

Olá a todos!

Ontem tivemos um dia bem movimentado e divertido na Agência. Entre reuniões, chopps e muito bate-papo, decidimos diversos ajustes e melhorias no recém-lançado portal Guia Mais Casamento e também tratamos de novidades a serem implementadas em breve!

Aproveitamos hoje e publicamos atualizações em nosso portfolio: O anúncio de página inteira para revista do Guia Mais Casamento e a newsletter de lançamento, já divulgada aqui no blog. Confira uma amostra “real simulated” do anúncio:

O projeto está muito bacana. Recebemos um retorno incrível sobre o envio da newsletter de lançamento, com vários novos pedidos de anúncios e espaços publicitários e inúmeros elogios por parte dos visitantes e anunciantes :)

Visite o nosso site para ver o anúncio maior e com mais detalhes, e também confira nossa galeria de trabalhos selecionados no Flickr.

Em breve mais novidades quentinhas! :)

Um grande abraço e um ótimo sábado!

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Branding: a força de uma marca

06-10-2009

Em um mundo povoado por Nikes, Coca-Colas, Skols, FedExes, somos categóricos em afirmar: nós vivemos marcas. Com certeza até mesmo aquele que diz firmemente não ligar para elas tem no bolso ou já usou alguma vez na vida uma Bic. Perceba, como nesta última sentença, nem comentamos se tratar de uma caneta Bic: a própria assimilação do nome já nos faz entender isso.

Como isso é possível? A marca Bic é um bem sucedido e amplamente estudado caso de branding.

Muito mais do que um simples logotipo

Branding, define José Roberto Martins em seu livro “Branding – Manual para Você Criar, Gerenciar e Avaliar Marcas”, é a atividade de construir e gerenciar uma marca junto ao mercado buscando adentrar a cultura de uma sociedade, além dos fatores meramente econômicos. O branding tem a ver diretamente com a idéia que o consumidor/público alvo têm de determinada marca (”brand”), e o que ela representa em suas vidas e interesses.

Estratégias de branding determinam que a marca não deve contentar-se em ser “melhor” que a sua concorrente, mas sim única em benefícios, valores e proporcionadora de um estilo de vida próprio e diferenciado para seus consumidores. Adentrando em uma determinada cultura, uma marca pode ter uma sobrevida secular, como é o caso das maiores marcas existentes no mundo hoje. A Bic, por exemplo, firmou-se como uma marca de canetas acessível, barata, de escrita firme e que é facilmente perdida por ai, mas não há problema: ela é tão em conta que em seguida você já tem uma nova no bolso!

É muito interessante analisar casos de presença tão forte da marca em uma cultura onde fica difícil desassociar-se o que é produto e o que é marca. Como é o caso do Bombril (palha de aço), Gilette (lâmina de barbear), Hipoglós (pomada para assaduras), Vick Vaporub, dentre outras. Se você observar bem, a forma como essas marcas se impuseram no mercado foi mais ou menos semelhante, posicionando-se como “única e melhor alternativa para as suas necessidades”. Bom, funcionou. Você lembra de comprar Bombril ou palha de aço? ;)

O trabalho de branding vai muito além da criação de um logotipo. Envolve uma série de profissionais de marketing, designers gráficos, analistas de mercado, e dependendo do alcance desejado, até mesmo antropólogos. Construir a reputação de uma marca, especialmente nos dias de hoje, é trabalhoso e caro. Mas vale (e muito!) a pena a tentativa.

Um grande abraço, e até a próxima!

Post especial: Logotipos das Olimpíadas

02-10-2009

Em clima de campanha para o Rio 2016, vamos fazer um post temático: recapitularemos os últimos logotipos das Olimpíadas.

Em nossa pesquisa, observamos que a instituição de trabalhos de branding para uma cidade sede dos jogos começou a ser implantada, curiosamente, em meados da década de 60, quando o movimento pop-art estava em pleno vigor. Até a Olimpíada de Roma, em 1960, observamos que os logotipos eram quase sempre não-oficiais, onde talvez não houvesse uma preocupação em se criar uma campanha de marketing para o evento.

Logotipo não oficial das Olimpíadas de Roma, 1960.
Logotipo não oficial das Olimpíadas de Roma, 1960.

A partir da Olimpíada do México, em 1968, podemos começar a perceber uma preocupação maior em trabalhar-se a marca “cidade sede”, onde observamos o interesse cada vez maior na popularização do evento e a celebração das diferentes vertentes humanas, reunidas. Justamente nas Olimpíadas do México tivemos o primeiro mascote olímpico (não oficial), denominado The Red Jaguar.

Logotipo oficial das Olimpíadas do México, 1968
Logotipo oficial das Olimpíadas do México, 1968. Puro pop-art nas cores e formas.

A partir de Munique, a presença do mascote tornou-se obrigatória, com a introdução do daschund Waldi. E a cada quatro anos esperamos ansiosos para ver qual será o próximo mascote.

Acompanhe abaixo nossos comentários sobre os logotipos das Olimpíadas, a partir de 1972.

1972 – Olimpíadas de Munique – Alemanha

O evento olímpico mais triste da história nos apresentou seu logotipo em espiral preto e branco e seu simpático mascote Waldi, demonstrando a intenção do evento em reunir num só ponto diferentes etnias e aspectos humanos.

Munique 1972 e o mascote Waldi.
Munique 1972 e o mascote Waldi.

1976 – Olimpíadas de Montreal – Canadá

O logotipo simples faz uma brincadeira com os aros olímpicos, criando um “M” estilizado. Neste ano tivemos a presença do esquisito Amik, o Castor, como mascote.

Logotipo oficial das Olimpíadas de Montreal, 1976, e Amik, o Castor
Logotipo oficial das Olimpíadas de Montreal, 1976, e Amik, o Castor

1980 – Olimpíadas de Moscou – antiga União Soviética

Evento realizado em plena Guerra Fria e plenamente boicotado pelo então presidente americano Jimmy Carter, as Olimpíadas de Moscou trouxeram um logotipo predominantemente vermelho, obviamente, ao qual nos foi difícil atribuir um único significado. Compreendemos que as linhas formam os cinco continentes rumando em direção à cidade, representada pela estrela. O simpático Misha, talvez um dos mais famosos mascotes, foi o ursinho que saudou o planeta no evento.

Logotipo Oficial das Olimpíadas de Moscou, 1980, e o ursinho Misha.
Logotipo Oficial das Olimpíadas de Moscou, 1980, e o ursinho Misha.

1984 – Los Angeles – EUA

Em plenos anos 80 uma Olimpíada no então melhor momento econômico dos Estados Unidos da América permitiu a divulgação de uma imagem de orgulho do país perante o planeta. O logotipo é a cara da América, onde as três estrelas fazem referência tanto ao evento, quanto à bandeira americana, utilizando suas cores (e uma possível referência às iniciais USA). O mascote Sam, a Águia, possui todo um estilo Disney de traço.

Logotipo oficial das Olimpíadas de Los Angeles, 1984, e Sam, a Águia.
Logotipo oficial das Olimpíadas de Los Angeles, 1984, e Sam, a Águia.

1988 – Seul – Coréia do Sul

O logotipo da Olimpíada de Seul faz referência direta ao símbolo do Taegeuk, conceito taoísta do Yin e Yang. Neste ano tivemos dois mascotes,  os tigres “gêmeos” Hodori e Hosuni.

Logotipo oficial das Olimpíadas de Seul 1988 e os mascotes Hodori e Hosuni.
Logotipo oficial das Olimpíadas de Seul 1988 e os mascotes Hodori e Hosuni.

1992 – Barcelona – Espanha

O criador do logotipo Joseph Trias decidiu estilizar uma figura humana no logotipo das Olimpíadas de Barcelona. Segundo ele, a escolha das cores amarela e vermelha foi óbvia, já que são cores padrão da bandeira espanhola (e também de Barcelona e da região da Catalunha). O azul foi incorporado em referência ao mar. Kobi, um Mountain Sheepdog, foi o extrovertido mascote do ano.

Logotipo oficial, Barcelona 1992. Ao lado, o mascote Kobi.
Logotipo oficial, Barcelona 1992. Ao lado, o mascote Kobi.

1996 – Atlanta – EUA

Depois de 12 anos as Olimpíadas retornam à América. Nas últimas olimpíadas do século XX, a era digital, já estabelecida no país, influenciou na imagem do logotipo, que representa a tocha olímpica e suas fagulhas como estrelas os cinco continentes. O mascote, o esquisito Izzy, não é animal algum: trata-se de um bichinho “digital, gerado por computador” :p

Logotipo dos jogos de Atlanta, em 1996, e Izzy, o bichinho virtual.
Logotipo dos jogos de Atlanta, em 1996, e Izzy, o bichinho virtual.

2000 – Sydney – Austrália

Bumerangues! Um símbolo do país australiano foi bastante utilizado no logotipo das Olimpíadas de Sydney, em 2000. O ano teve 3 mascotes, representados por bichinhos esquisitos típicos da região: Olly, um pássaro kookaburra; Millie, um équidna; e Syd, um ornitorrinco.

Logotipo das Olimpíadas de Sydney, 2000, e seus mascotes.
Logotipo das Olimpíadas de Sydney, 2000, e seus mascotes.

2004  - Atenas – Grécia

Umas das Olimpíadas mais esperadas. Atenas buscou referenciar o clássico de forma moderna. O logotipo usa as cores da bandeira grega, e seus mascotes Athenas e Phevos representam crianças irmãs.

Logotipo e mascotes, Atenas 2004.
Logotipo e mascotes, Atenas 2004.

2008 – Pequim – China

A Olimpíada de Pequim foi marcada por muitos protestos ao redor do mundo, especialmente pela internet. Apesar de tudo, a cidade conseguiu fazer uma bela campanha. Seu logotipo, denominado “Chinese Seal, Beijing Dance” apresenta uma figura humana estilizada e pretende com isso indicar a hospitalidade chinesa para com os cidadãos do mundo. Os cinco mascotes, denominados “Friendlies”, correspondem a um peixe, um panda, a chama olímpica, um antílope tibetano e uma andorinha, buscando abranger elementos do território do país e a própria universalidade do evento.

Logotipo e mascotes, Pequim 2008.
Logotipo e mascotes, Pequim 2008.

2012 – Londres – Inglaterra

A próxima Olimpíada, de Londres, nos apresentou um logotipo detestado pela grande maioria dos designers. Os números 2012 aparecem estilizados e com bordas “quebradas”, e pareceu significar grandes mudanças e inovações, mas não foi muito bem recebido. O mascote aparentemente ainda está em desenvolvimento.

Logotipo Londres 2012
Logotipo Londres 2012

Nos últimos dias temos visto na mídia os logotipos das cidades aspirantes a sede das Olimpíadas de 2016:

Rio de Janeiro

Rio 2016 - Logotipo

Rio 2016 – Logotipo

Chicago

Chicago 2016 - Logotipo
Chicago 2016 – Logotipo

Madri

Logotipo Madri 2016
Logotipo Madri 2016

Tóquio

Logotipo Tóquio 2016
Logotipo Tóquio 2016

Esperamos que tenham gostado! O resultado das campanhas para cidade-sede sai hoje. Estamos na torcida!

Grande abraço e até a próxima!