Nos tempos de hoje, enquanto ouvimos sobre otimização de sites pra cá e pra lá, nos deparamos com pessoas impacientes em ter resultados rápidos no rankeamento de seu(s) site(s) no Google.

Ansiosos por resultados, muitos deles não medem esforços em utilizar-se de táticas anti-éticas para alcançar seus objetivos.
Neste post, vamos dar uma breve explanação sobre o que é o Black Hat SEO, o que comporta, porque é “errado” e como essas práticas podem prejudicar o seu site.
Pra começo de conversa, o About.com possui uma definição bem sucinta sobre o que é Black Hat SEO: trata-se do conjunto de técnicas usadas para conquistar altas posições nos rankings dos resultados de busca consideradas anti-éticas ou que ferem o estatuto de normas dos buscadores.
Os fundamentos principais do Black Hat SEO consistem em:
1. Criar conteúdo para burlar os softwares do buscador, pecando pela qualidade de experiência do usuário e prezando apenas a escalada no ranking;
2. Apresentar conteúdo diferente do que aparece nos resultados da busca, visando atrair mais visitantes desavisados que sequer têm interesse no real assunto do site;
3. Burlar as regras de qualidade dos mecanismos de pesquisa.
As práticas de Black Hat SEO são detestadas pelos profissionais sérios, não tanto pela possível “concorrência” que elas representam, mas por diminuir consideravelmente a qualidade da internet. Piorando-se a experiência do usuário, piora-se o real objetivo da web.
As principais táticas de Black Hat atualmente conhecidas são:
a. Doorway Page e Cloaking
Trata-se de exibir um conteúdo para os mecanismos de busca e outro para o usuário que acessa o site. Ou seja, tapeação pura e simples. Enquanto o cloaking utiliza checagem de IP ou navegador, uma doorway page redireciona o usuário através de meta ou javascript.
b. Keyword Stuffing
Trata-se de encher o texto, meta tags e títulos de página com palavras-chave visando aumentar a relevância das mesmas nos mecanismos de busca. O resultado? Texto pobre e pouco útil para o usuário.
c. Troca de links ou link farms
A “fazenda” de links consiste na criação de diversos sites com linkagem compartilhada, com a única intenção de aumentar artificialmente o PageRank de uma página.
d. Invisible text
Consiste em embutir texto não visível ao usuário (por exemplo, na mesma cor do plano de fundo do site) visando unicamente a leitura dos robôs.
e. Submissão automática em milhares de buscadores
Existem empresas que vendem programas que incluem sua URL em milhares de sites de busca do mundo inteiro automaticamente. Este tipo de técnica pode ser considerado spam de requisição pelos buscadores. E você já sabe o que pode acontecer com spammers.
O que você tem a perder utilizando técnicas de Black Hat?
Você pode ser sortudo e conseguir emplacar rapidamente um site com estas técnicas. No entanto, as ferramentas dos buscadores estão cada vez mais sofisticadas para detectar estas práticas, e o castigo para quem comete infrações contra as políticas de qualidade destes sites pode ir desde a perda da colocação até à pura e simples exclusão do índice. Resumindo, seu trabalho pode ser inteiramente perdido. Em 2006, o Google puniu dois sites mundialmente famosos por utilizar estas práticas, a BMW e a Ricoh. Ou seja, ele não poupa esforços para manter a qualidade de seus resultados de busca sempre alta.
Para inteirar-se melhor do assunto, leia as diretrizes de cada site para adequar seu conteúdo a elas e faça uso de boas práticas.
Diretrizes do Google para webmasters
Política de qualidade do Yahoo.com (em inglês)
Um grande abraço e até a próxima!



